Não poderia deixar de postar a respeito de livros que tenho lido. Este foi o primeiro do ano, e posso dizer que iniciei em grande estilo.
Um pouco sobre o autor :
Fiódor Dostoiévski, escritor russo, é o exemplo claro de que literatura não é só o "contar de histórias". Suas obras são marcadas pela descrição minuciosa dos estados psicológicos das personagens. Ele é tido como o "fundador" do existencialismo¹.
Seus textos exploram temas como autodestruição, humilhação e assassinatos. Algumas de suas obras mais famosas são: "Os Irmãos Karamazov", "Crime e Castigo" e "O idiota". Sigmund Freud vai dizer posteriormente que este primeiro foi o melhor romance já escrito.
Segundo o biógrafo Nicholas Berdiaiev, a obra dostoievskiana tem grande popularidade no Brasil por causa de "[...][suas] características muito próximas do brasileiro", e "[a obra de Fiódor] é marcada pelo anticapitalismo, por uma reação ao capitalismo selvagem, algo que parece tocar o leitor brasileiro hoje."
Agora a obra:
Niétotchka Niezvânova
Particularmente eu achei a obra extremamente envolvente. É uma leitura muito fluida e tocante. Você consegue sentir a aflição da Niétotchka, a sua alegria, frustação, humilhações, dúvidas e pertubações.
Segundo o tradutor Boris Schnaiderman: "[...] Niétotchka era um diminutivo carinhoso de Ana inventado pela mãe da personagem. Niezvânova dá a idéia de criatura sem nome. Visto que Niezvânova também se pode relacionar com niet (não), o nome de Niétotchka Niezvânova certamente simbolizava, para o autor, as criaturas abandonadas e desprotegidas, cuja existência queria descrever.".
Dostoiévski escrevia este romance no tempo que foi preso, em 1849. Após o esílio, este apenas editou a obra e a publicou como novela sem terminá-la. O fim do livro se dá bruscamente, em meio uma conversa. O que deixa uma curiosidade terrível a respeito do destino da personagem principal.
O que há de surpreendente então em uma obra inacabada? Bem, podemos citar o prenúncio da teorização Freudiana. A Niétotcha apaixona-se pelo padrasto (que ela tem como pai) e isso a faz sentir ódio da mãe. Esse episódio infantil irá marcá-la pro resto da vida, como podemos saber da própria personagem em sua fala em fase adulta.
Há ainda o episódio do seu envolvimento com Kátia, a filha do príncipe que a abriga após a morte de seus pais. Há um convívio erótico entre as duas que é tratado de forma extremamente natural, sem nenhuma alusão ao "não-convencional".
Há ainda a critica a respeito do modo de ensino e a crítica às idéias de Jean-Jacques Rousseau, muito adorado pela professora da Anieta.
É um livro que eu recomendo a leitura.
Livro que estou lendo no momento: "Todos os Nomes", José Saramago
Fiódor Dostoiévski, escritor russo, é o exemplo claro de que literatura não é só o "contar de histórias". Suas obras são marcadas pela descrição minuciosa dos estados psicológicos das personagens. Ele é tido como o "fundador" do existencialismo¹.Seus textos exploram temas como autodestruição, humilhação e assassinatos. Algumas de suas obras mais famosas são: "Os Irmãos Karamazov", "Crime e Castigo" e "O idiota". Sigmund Freud vai dizer posteriormente que este primeiro foi o melhor romance já escrito.
Segundo o biógrafo Nicholas Berdiaiev, a obra dostoievskiana tem grande popularidade no Brasil por causa de "[...][suas] características muito próximas do brasileiro", e "[a obra de Fiódor] é marcada pelo anticapitalismo, por uma reação ao capitalismo selvagem, algo que parece tocar o leitor brasileiro hoje."
Agora a obra:
Particularmente eu achei a obra extremamente envolvente. É uma leitura muito fluida e tocante. Você consegue sentir a aflição da Niétotchka, a sua alegria, frustação, humilhações, dúvidas e pertubações.Segundo o tradutor Boris Schnaiderman: "[...] Niétotchka era um diminutivo carinhoso de Ana inventado pela mãe da personagem. Niezvânova dá a idéia de criatura sem nome. Visto que Niezvânova também se pode relacionar com niet (não), o nome de Niétotchka Niezvânova certamente simbolizava, para o autor, as criaturas abandonadas e desprotegidas, cuja existência queria descrever.".
Dostoiévski escrevia este romance no tempo que foi preso, em 1849. Após o esílio, este apenas editou a obra e a publicou como novela sem terminá-la. O fim do livro se dá bruscamente, em meio uma conversa. O que deixa uma curiosidade terrível a respeito do destino da personagem principal.
O que há de surpreendente então em uma obra inacabada? Bem, podemos citar o prenúncio da teorização Freudiana. A Niétotcha apaixona-se pelo padrasto (que ela tem como pai) e isso a faz sentir ódio da mãe. Esse episódio infantil irá marcá-la pro resto da vida, como podemos saber da própria personagem em sua fala em fase adulta.
Há ainda o episódio do seu envolvimento com Kátia, a filha do príncipe que a abriga após a morte de seus pais. Há um convívio erótico entre as duas que é tratado de forma extremamente natural, sem nenhuma alusão ao "não-convencional".
Há ainda a critica a respeito do modo de ensino e a crítica às idéias de Jean-Jacques Rousseau, muito adorado pela professora da Anieta.
É um livro que eu recomendo a leitura.
Livro que estou lendo no momento: "Todos os Nomes", José Saramago









