sábado, 14 de fevereiro de 2009

Niétotcha Niezvânova, por Fiódor Dostoiévski

Não poderia deixar de postar a respeito de livros que tenho lido. Este foi o primeiro do ano, e posso dizer que iniciei em grande estilo.

Um pouco sobre o autor:

Fiódor Dostoiévski, escritor russo, é o exemplo claro de que literatura não é só o "contar de histórias". Suas obras são marcadas pela descrição minuciosa dos estados psicológicos das personagens. Ele é tido como o "fundador" do existencialismo¹.
Seus textos exploram temas como autodestruição, humilhação e assassinatos. Algumas de suas obras mais famosas são: "Os Irmãos Karamazov", "Crime e Castigo" e "O idiota". Sigmund Freud vai dizer posteriormente que este primeiro foi o melhor romance já escrito.
Segundo o biógrafo Nicholas Berdiaiev, a obra dostoievskiana tem grande popularidade no Brasil por causa de "[...][suas] características muito próximas do brasileiro", e "[a obra de Fiódor] é marcada pelo anticapitalismo, por uma reação ao capitalismo selvagem, algo que parece tocar o leitor brasileiro hoje."

Agora a obra:

Niétotchka Niezvânova

Particularmente eu achei a obra extremamente envolvente. É uma leitura muito fluida e tocante. Você consegue sentir a aflição da Niétotchka, a sua alegria, frustação, humilhações, dúvidas e pertubações.
Segundo o tradutor Boris Schnaiderman: "[...] Niétotchka era um diminutivo carinhoso de Ana inventado pela mãe da personagem. Niezvânova dá a idéia de criatura sem nome. Visto que Niezvânova também se pode relacionar com niet (não), o nome de Niétotchka Niezvânova certamente simbolizava, para o autor, as criaturas abandonadas e desprotegidas, cuja existência queria descrever.".

Dostoiévski escrevia este romance no tempo que foi preso, em 1849. Após o esílio, este apenas editou a obra e a publicou como novela sem terminá-la. O fim do livro se dá bruscamente, em meio uma conversa. O que deixa uma curiosidade terrível a respeito do destino da personagem principal.
O que há de surpreendente então em uma obra inacabada? Bem, podemos citar o prenúncio da teorização Freudiana. A Niétotcha apaixona-se pelo padrasto (que ela tem como pai) e isso a faz sentir ódio da mãe. Esse episódio infantil irá marcá-la pro resto da vida, como podemos saber da própria personagem em sua fala em fase adulta.
Há ainda o episódio do seu envolvimento com Kátia, a filha do príncipe que a abriga após a morte de seus pais. Há um convívio erótico entre as duas que é tratado de forma extremamente natural, sem nenhuma alusão ao "não-convencional".
Há ainda a critica a respeito do modo de ensino e a crítica às idéias de Jean-Jacques Rousseau, muito adorado pela professora da Anieta.

É um livro que eu recomendo a leitura.

Livro que estou lendo no momento: "Todos os Nomes", José Saramago

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Bom Humor pode ser de Bom Gosto




































terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Latin America, May The Dream Be Over?

Com o país imerso na crise financeira (crise sistêmica, pra ser mais correta), os americanos depositam sua esperanças no seu novo presidente, Barack Obama.

A Crise iniciou no mercado imobiliário americano e alastrou-se para todo o sistema financeiro. Sendo os EUA o grande banco central do mundo, os maus tempos logo se alastraram para todo o planeta.

Bem, mas como todo filme tem um herói, o cidadão americana deposita suas esperanças na figura do novo presidente, que os salvará da recessão.


As eleições como um todo foram de muita diferença. Sabendo que o novo partido seria certamente o Democrata, havia duas possibilidades inéditas: Uma mulher no Poder, Clinton ou um negro no Poder, Obama. É, a sociedade ainda precisa de mais tempo para superar o machismo.

E vence Barack Obama. Descendente direto de negros africamos mulçumanos, ele reune muitas características que o tiraria da disputa. Mas ainda assim. Nada como um bom marketing político.

Ele virou uma estrela de rock. Em sua visita a Europa, ele movimentou multidões. Todos os jornais e revistas publicam Obama. Ele é aclamado por todos. É o super-herói do novo tempo.

Mas ele ainda assim é um político. E no sistema atual, o governo é aliado do capital. Não importa as convicções que este tenha, a não ser que seja um revolucionário convicto, ele sucumbirá as exigencias dos grandes lobbistas do congresso.

Uma coisa que eu gostei no Republicanos, que só pude vivenciar na Era Bush Jr., é que finalmente a america latina caiu no esquecimento. Estes possuem a características de concentrarem suas atenções no centro petrolífero.
Vamos fazer uma pequena retrospectiva:
Doutrina Monroe, Destino Manifesto, Política de Boa Vizinhança, Invasão do Panamá e as demais intervenções da época, ALCA. Todos estes episódios foram sob a tutela do Partido democrata. E todas essas ações foram na America Latina.

Do outro lado do mundo, foi sob o comando Republicano que as diversas guerras em nome da "paz" (também conhecida como dinheiro e petróleo) aconteceram.

Daí que sai minha preocupação. Se a guerra com o oriente já está desgastada, os Democratas são diplomáticos demais para insistir. E não é bem a praia deles. Somando a isso a onda de governos de esquerda no poder na America latina (Venezuela, Equador, Bolivia, Paraguai, Nicaragua e a velha Cuba. Sem contar os meios termos, como Brasil, Argentina e outros). É, acho que somos a bola da vez da atenção norte-americana.

Contudo, dessa vez não será fácil. Todo esse desgaste da imagem norte-americana pelo governo Bush e a interminável guerra no iraque, acordou a america latina. Vamos torcer para nossos governantes não facilitarem o trabalho dos homens de Obama.



The Dream is so not over!

"Por la america unida!"

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Da Sua Janela

Nem tudo é piada. Seria uma hipocrisia dedicar mais um espaço a entretenimento. Sabe, às vezes eu me acho insensível ao não ficar exatemente chocada ao ver as imagens dos mortos do conflito. Sim, é um horror, as vidas além da guerra estão devastadas. As famílias perderam os pais, os filhos e as mães. O que me incomoda na verdade, é que a cada segundo morre alguém de fome na áfrica, na ásia ou na américa latina, e essas mortes são invisíveis, pois não aparecem em nenhum canal na TV.

O mais interessante no texto abaixo, é ressaltar a importância de olhar para o próprio território antes de querer opinar a respeito da Faixa de Gaza. Todos os dias morrem crianças do mesmo jeito na favela ali do lado, aquela que você até pode ver pela janela do seu apartamento. E quem está ligando para isso?

Confira agora o texto de Sérgio Vaz,
Fonte: http://diplo.uol.com.br/2009-01,a2752

O gozo de Gaza
A periferia debaixo de tiros, a Palestina debaixo de bombas. Mera coincidência, ou são sempre os mesmos que sangram nas calçadas, quer seja na faixa de Gaza brasileira ou na Faixa de Gaza Palestina? Estou cansado deste mundo de muitos na faixa de gaza e poucos na faixa do gozo
Sérgio Vaz

(09/01/2009)

Povo lindo, povo inteligente, na faixa de Gaza o povo Palestino sangra sob a mira de Israel, que pelo que parece não aprendeu nada com a Alemanha de Hitler. E o Mundo, em silêncio, parece que também não.
Aqui no Brasil, na Baixa do Sapateiro, faixa de gaza baiana, menino Matheus morreu com um tiro de Fuzil quando saía de casa para comprar pão, no mesmo momento em que a polícia invadia sua favela.
Mera coincidência, ou são sempre os mesmos que sangram nas calçadas, quer seja na faixa de Gaza brasileira ou na Faixa de Gaza Palestina? Será que a sede de sangue nunca cessa?
A Periferia debaixo de tiros, a Palestina debaixo de bombas. Será que deus foi passar o réveillon em Copacabana?
Não tenho tempo para orações, porque enquanto a gente esfola o joelho de mãos espalmadas pedindo o céu, eles, com as mãos armadas, nos atolam no inferno.
Estou cansado deste mundo de muitos na faixa de gaza e poucos na faixa do gozo.
Em tempos de humanidade tão desumana, estar vivo, dependendo do lugar, já é um grande milagre. Aqui na faixa de Gaza paulista, a gente está colocando livros nas mãos das crianças que ainda não foram mortas. E elas disparam poesia ao invés de pedras - mesmo com a boca cheia de cáries e o peito cheio de mágoas-, e ainda tem muita gente que não está gostando nada disso.
O Verbo das ruas se conjuga assim: se eles vão, nóis vai, se vale tudo pra chegar primeiro, vale tudo pra quem chega-chegando. Quando o sujeito não está presente, ninguém tem futuro ou pretérito perfeito.
Mundinho medíocre esse nosso. Vai vendo a contradição: meninos que pegam em armas valem mais do que meninos que pegam em livros. Entendeu não? Eu explico: É que para alguns, quanto mais Vietnã mais Miami se aproxima.
Tem sangue em nossas mãos e tem gente que finge não entender: o porque de tanta Hiroshima.

Entenderam o sentido? Espero que sim.

Fica o abraço.

Ana P.¨

sábado, 10 de janeiro de 2009

"...isso e muito mais confusão, na Sessão da Tarde"

Baderna, Barulho, Barafunda, Desordem são sinônimos de CONFUSÃO. Mas provavelmente o orçamento da rede globo estava muito apertado para incluir um dicionário de sinônimos.

Prestenção nesse vídeo:



Mas é muita confusão mesmo!

Falando na Sessão da Tarde, há tempos não vejo chamada pros clássicos "Lagoa Azul", "Curtindo a Vida adoidado", "O Pestinha", e todos aqueles filmes das gêmeas. Êe Naftalina, hein!

Cinema Comercial em Tempo de Férias

É tempo de férias e o bom senso nos cinemas entrou na onda também. O que aconteceu com os filmes em cartaz?! Meu ponto de referência obviamente é o cinema de Vitória (Minha Cidade), local onde, normalmente, costuma passar filme de anteontem, né. Mas, enfim, a discussão não é essa.

Tenho assistido de tudo! Quando eu digo TUDO, entenda-se exatamente isso: TUDO. Até BOLT, O Super-Cão entrou na onda. Mas sabe, eu ri bastante. Muito mais que minha priminha, a razão pela qual estavamos naquela sessão.

Outra coisa que não compreendo: Por que raios passa filme dublado (não infantil) no cinema?! Isso acaba às vezes por fazer-nos cometer algumas trapalhadas. Fui assistir "Marley e Eu". Já não bastasse a cara de sessão da Tarde (a história, pra quem é feliz e não sabe, passa em torno de um cachorro), quando de repente na primeira cena, a primeira fala, se eu tivesse de olhos fechados juraria estar assistindo "A Família Dinossauro". Dublador não morre, ou suas vozes são codificadas em algum computador e reutilizadas para todo o sempre! Sem contar que quando a voz diz "Marley e Eu", fiquei só esperando a continuação "Uma distribuição, Herbert Richards".

Filme com Will Smith a gente não perde, não é? Errado. Minhas últimas tentativas tem sido frustrantes. Quem viu Hancock sabe do que estou falando.

O mais novo filme do homem mais lucrativo em Hollywood (Não, não inventei isso), Sete Vidas retrata um pouco do nada sobre menos ainda. Existe a tentativa de fazer aquelas inversões cronológicas, o que deixa o filme mais confuso ainda. Sem contar que ele esconde a "verdade" para criar um mistério. De repente, tudo se explica e o filme acaba. Eu li por aí (prestenção no nível da notícia corrente) que o Will Smith pediu conselhos a Tom Cruise sobre como fazer a cena de sexo do filme. O que explica muita coisa!
Se você não assistiu ainda, pule essa parte.
Cá entre nós, alguém entendeu logo que ele queria achar pessoas para d
oar os órgãos dele mesmo?!